História de Ibiapina

Igreja Matriz

Data da Emancipação Politica:

23/11/1878.

Data da Instalação:

01/07/1879.

Toponomia:

“Ibiapina” vem do Tupi e significa “terra limpa” ou “terra rapada”, através da junção dos termos yby (“terra”) e apin (“limpo, rapado”).

Padroeiro:

São Pedro. Comemoração dia 29/06.

Obras de Arquitetura Antiga: 

Igreja de São Pedro, Mercado Público (1931), Igreja de São Francisco, Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, Casa Paroquial.

História: 

Suas raízes buscam os primórdios do Século XVI, havendo como chefes dominantes os morubixabas de nomes Irapuã ou Mel Redondo e o irmão Jurupariaçu ou Demônio Grande, clãs vinculados à Nação Tabajara. A partir do ano de 1656, quando se estendeu a Catequese ao longo da Serra Grande, formou-se nessa oportunidade o aldeamento a que se denominou de Baepina. Diante do moroso, mas relutante crescimento, deu-se a esse reduto o  nome de São Pedro, depois São Pedro da Baepina ou Baiapina.

Evolução Política: 

Quando de sua elevação à categoria de Vila, evento ocorrido em virtude de Lei nº 1.773, de 23 de novembro de 1878,  simplificou-se e modificou-se o nome para Ibiapina. Os atos inaugurais da recém-criada Vila datam de 1º de julho de 1879, porém com a denominação de São Pedro, consoante Lei nº 1.814, de 22 de janeiro de 1879. Essa denominação, no entanto e consoante Decreto nº 206, de 6 de junho de 1931, alterou-se para São Pedro da Ibiapina. Suprimido o Distrito, conforme Dec. 193, de 20 de maio de 1931, passou o seu território à jurisdição de dezembro de 1933. Sua elevação à categoria de cidade, com o nome de Ibiapina, ocorreu de acordo com o Dec-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938.

Igreja: 

Suas manifestações de apoio eclesial provêm, inicialmente, da construção de uma capela de taipa, coberta de palhas e piso e de chão batido. Essa capela, ainda construída sob a influência missionária da Ibiapina, tinha como religiosos cerca de 60 índios, quase todos originários do Termo de Sobral. Houve como fundador e construtor dessa primitiva capela o português de nome Manuel da Costa Resplande. Ainda sobre essa modesta obra, deve-se ressaltar peculiaridades interessantes, como por exemplo o diminuto tamanho do sino e a imagem de São Pedro, também pequenina, confeccionada em barro, talvez por algum artista pouco entendido em obras plásticas.
O patrimônio no qual seria edificada a Igreja-Matriz teve como doador o Capitão Pedro Francisco de Paula, no ano de 1848, e, no tocante à conclusão das respectivas obras, tem-se como referência o ano de 1878. As verbas de custeio, que deveriam ter saído dos cofres do Império, constaram de doações relativas a terceiros.
Além da Igreja-Matriz, ergue-se na sede a Igreja de São Francisco, elegante templo, contando-se ainda com a capela dedicada a Santo Antônio, situada no Cemitério Novo, obra construída em 1907.